O Poker e a mente dos adversários

Poker é, claramente, um jogo de decisões. E para se tomar as melhores decisões, é necessário se obter as melhores informações como possível os nossos adversários. Essas informações, porém, nunca são 100% precisas, pelo que não podemos tirar partido máximo de todas as situações visto que existe risco envolvido está sempre presente. Essas informações, baseadas no estilo do oponente, na nossa experiência, nas cartas, na situação do momento, quando bem analisadas, levam cada jogador a tomar uma decisão que se aproxima ou se afasta mais do sucesso. E como não é uma ciência exata, não havendo uma fórmula mágica, mas a capacidade em se jogar poker, só no longo prazo podemos saber quem joga melhor ou quem joga pior.

Entenda como joga o seu oponente

Nunca sabemos o que vai sair, e por isso jogamos com probabilidades. Matematicamente, existe o risco sempre associado ao jogo devido às cartas que não vemos. Dessa forma, como não há como saber qual será a próxima carta, devemos basear na forma como o oponente pensa para diminuir o risco das nossas decisões. Dessa forma, juntamos as cartas com o estilo do oponente e conseguimos tirar uma decisão mais acertada.
Em exemplo, estamos no botão, o nosso oponente à direita é extremamente Tight e agressivo no pós-flop, com bastantes mais apostas por bluff do que por valor, mas que costuma largar na quarta carta se alguém paga. Aqui, podemos escolher algumas mãos (suited connectors, pares) com boas hipóteses de bater algo a nosso favor e ganhar valor ao adversário. Ele aposta ao flop, pagámos, ele passa no turn, apostámos, ele desiste e ganhámos sem showdown. Ou, acertámos o flop, ele tem boa mão, aposta sem desistir até ao showdown e ganhámos por valor. Neste caso, estamos a jogar uma situação onde o adversário tem um leak no seu jogo e estamos a explorá-lo.

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Outra situação. O adversário é extremamente loose. Vai jogar muitas mãos, e acertar o flopvárias vezes com mãos especulativas. Jogar mais vezes contra este oponente é sair da nossa linha de pensamento e entrar em situações especulativas, logo arriscadas. Mas, como queremos diminuir o risco que o jogo nos oferece por natureza, vamos jogar menos mãos contra este oponente, garantindo que temos mais vezes valor até ao showdown do que ele.

Ou ainda, o estratégico jogo matemático. Sabemos que estamos a jogar contra um oponente que gosta de pagar, acreditando mais nas cartas e não sabendo o valor real das mesmas. Situações de bluff contra este tipo de oponente não vão ter grande sucesso. Então, devemos escolher situações com bastante valor de showdown, e apostar quanto podemos, tirando o máximo valor possível.

As cartas não se revelam, mas o adversário sim. Então, o nosso jogo deve ser adaptável, em função do adversário, não em função das cartas. No poker, as cartas são imprevisíveis, e não podemosdiminuir o risco associado ao jogo através das cartas. Mas os adversários não são de todo imprevisíveis, logo, podemos diminuir o risco associado ao jogo nos adaptando à forma como eles jogam.

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Estes são 5 exemplos. Os jogadores não podem ser avaliados apenas pela mão jogada, mas existe já um histórico de jogo em cada uma dessas mãos. Como tal, os jogadores já juntaram informações, não colocam os adversários com mãos de valor e tomaram a decisão correta.

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